O cara da vez...

Conhece o cara? O CARA? Então, vai conhecer. Seja em cinema, música, livros ou qualquer coisa que passe pela minha cabeça.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Música Fantástica (e triste) do Dia #4

Aliás, Música Fantástica do Dia #4 e #5. Afinal, se existe tanta música boa, a culpa não é minha:

MORPHINE - BUENA



e...

PICASTRO - HORTUR

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Música Fantástica do Dia #3

A música fantástica de hoje é uma das músicas mais fantásticas dos últimos meses. E não poderia ser diferente. Música nova do Oasis na voz de Noel Gallagher. "Falling Down" pra vocês...

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

CENAS TRISTES SEM PLATÉIA

É. Eu não vou ficar reclamando de que ninguém mais entra aqui, até porque o grande culpado sou eu.

Desde meu primeiro blog, deixei claro que isso não era um diário e sim um espaço para apresentar minha opinião acerca de alguns filmes, discos e livros. Mas, de certa maneira, acho que um filme, disco ou livro mostra bastante o estado de espiríto de cada pessoa. E isso é o mais legal. Vamos brincar de adivinhar?

Aqui estão as quatro bandas que eu mais ouvi na última semana. Vício completo:

E da Islândia....



E da Dinamarca....



E da Inglaterra...



E da Islândia²...



Mas, tá tudo bem. Não? A felicidade é uma canção triste....

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

SIGUR RÓS NA BÉLGICA

“A música expressa o que não pode ser dito em palavras, mas não pode permanecer em silêncio.” Victor Hugo.

Sempre que preciso escrever sobre algo que realmente mexeu comigo, mas que julgo que não conseguiria transpor em palavras minhas emoções, penso em como eu explicaria tudo aquilo para um extraterreste recém-chegado à Terra. Tudo descrito e explicado minuciosamente. Quando o assunto é a banda islandesa Sigur Rós, acho que seria mais fácil que este ser alienígena me explicasse o que aconteceu comigo - e com mais 90.000 pessoas – em uma noite ensolarada (!!) da cidade belga de Leuven, mais especificamente, no festival Rock Werchter.

O festival acontece em um grande espaço gramado afastado em 15km da cidade. Como estamos na Europa, há transporte gratuito para todos até o local dos shows que, apesar de comportar quase cem mil pessoas por dia (são quatro dias de festival), se mantém limpo e organizado. Aliás, limpo até a chuva transformar a grama em lama. Mas este é apenas um detalhe quando se olha as principais atrações do Rock Werchter: R.E.M. Chemical Brothers, Neil Young, The Verve, Jay-Z, Digitalism, Gossip, Hives, Kings Of Leon, Radiohead, Gnals Barkley, Kaiser Chiefs, Raconteurs e… Sigur Rós.

Admito que o grande motivo da minha felicidade quando os integrantes dessa banda Islandesa entrou no palco, foi que o Radiohead (banda que eu já havia assistido o show em Milão) seria, finalmente, a próxima atração. Não que eu esteja reclamando, mas correr de um palco para outro, o dia inteiro, cansa! Mas tudo começou a mudar nos primeiros acordes de “Svefn-g-englar”, música que eu já conhecia, mas não lembrava de onde – mas que, mais tarde, o Google me contou que era da trilha do filme Vanilla Sky. E foi então que tudo começou a mudar.
Porque, ao contrário do que eu disse acima, não foram “os primeiros acordes”. O vocalista e guitarrista Jonsi Birgisson, que toca seu instrumento com o auxílio de um arco para Cello, abusando do reverb e dono de um falsete impressionante, sozinho, já hipnotizaria qualquer espectador. Mas Birgisson está acompanhado. Aliás, muito bem acompanhado. O Sigur Rós é completado pelo trio Georg Hólm (baixo), Kjarri Sveinsson (teclado) e Orri Páll Dýrason (bateria), além de músicos de apoio que completam e dão mais vida à plenitude melódica com suas cornetas, violinos, trompetes e o que mais couber no particular planeta em que a banda vive e nos faz viver durante o show.

O som da banda cobre todo aquele espaço gigantesco. A indecisão entre fechar os olhos para oferecer apenas os ouvidos para ouvir aquelas palavras estranhas que Birgisson emite e ver todos aqueles músicos caracterizados com roupas, maquiagens e com um cenário simples mas belo, parece que não assola apenas a mim. Uma situação curiosa é que mesmo aqueles fãs de longa data não cantam as músicas – por elas serem no “infalável” islandês -, mas murmuram as melodias e explodem nos riffs. Se o rock é a desordem, o Sigur Rós faz algo diferente, está “fora da ordem”. Não é rock, não é eletrônico, não é sutil, não é barulhento. Não é música para um dia qualquer e sim música para transformar um dia qualquer em um dia diferente.

O recém-lançado álbum Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust foi a base do show – foram quatro músicas do disco - e o principal destaque vai para “Inní Mér Syngur Vitleysingur” que lembra – de longe – algumas músicas da banda canadense Arcade Fire. De longe, pois aos poucos a canção vai crescendo e crescendo e crescendo. Você fecha os olhos e pensa “como uma música que eu não consigo entender uma só palavra me faz sentir desse jeito?”. É então que a própria banda, em forma de mais uma obra-prima responde. “Gobbledigook” é a síntese daquela noite. Mais de uma dezena de pessoas em cima do palco cantando, batendo palmas, cores, luzes e então começa uma chuva de papel picado. OK, todos nós já vimos isso antes. Se eu não me engano até mesmos cantores sertanejos já usaram desse artifício para seduzir o público. Mas a canção se transforma em música tribal, abusando de tambores, e todos os integrantes entram em uma dança peculiar. Aqueles papéis, que aos poucos caem, faz cada uma das testemunhas se sentir parte da tribo.

O único ponto fraco do show foi o final. Ou melhor, não o final, mas o fim em si. Eu, que não estava esperando nenhuma música em especial (até porque seria bastante complicado gritar “toca ‘Viðrar Vel Til Loftárása’”, por exemplo), já tinha até esquecido qual seria o próximo show. Se existe algum problema nos festivais de rock, é esse: o curto tempo para as bandas se apresentarem. Verdade seja dita, o Sigur Rós conseguiu fazer com a atração seguinte se tornasse “apenas” uma banda de rock normal. E, aliás, essa próxima atração era o…

Domingo, 13 de Julho de 2008

RADIOHEAD EM MILÃO!

“PQP, ele é torto mesmo!”. Admito que esse foi o primeiro pensamento que me veio a cabeça quando vi Thom Yorke a poucos metros de mim. Meio ingênuo, talvez, mas o momento não me permitia reações racionais. A sensação de ver de perto alguma coisa que se espera há tanto tempo é indescritível e, quando chega a hora, os sentimentos de plenitude, felicidade, vibração e muitos outros, se misturam e se confundem. Como escrever um texto imparcial? Desculpe, mas é impossível.

O Radiohead entra no palco exatamente às 20h52. A multidão vai a loucura, mas não como se fosse a primeira vez. Eu olho para os lados e vejo um público acostumado a ter a banda tocando em seu jardim. Acho que a primeira vez era só pra mim, mas isso não me importa. É estranho pensar que aqueles cinco personagens venerados por mais de 30 mil pessoas são também pessoas normais (ou quase) que tocam seus instrumentos como qualquer outra banda, mas tirando sons inexplicáveis deles. O guitarrista Jonny Greenwood, passa mais tempo “brincando” com suas parnafenalhas do que tocando seu instrumento de origem, ou melhor, esmurrando-o com palhetadas.

Durante as quase duas horas de show a banda pouco se comunica com o público. Um “grazie”, um “Ciao” e é só. Mas não confunda isso com antipatia. O controle de palco que a banda exerce sobre o público é impressionante. São diversos bastões de luzes espalhados pelo palco que funcionam em perfeita sincronia com a explosão do grupo. Explosão essa que vem em forma de sutileza através da voz aveludada e gemida de Thom Yorke. Seja no piano, na guitarra ou apenas cantando (e dançando de maneira bem particular), o vocalista da banda parece sentir a emoção de cada palavra que diz. O baixista Colin Greenwood a todo momento convida o público para bater palmas e distribui sorrisos para seu colega de cozinha, Phil Selway que, como os outros integrantes, fica extremamente concentrado em seu ofício.

O set-list privilegiou as canções do novo álbum, In Rainbows mas a banda fez um ótimo apanhado de todos os seus discos anteriores (com excessão do Pablo Honey, de 1993). “Paranoid Android” levou as pessoas do segundo dia de show ao delírio da mesma maneira que “Karma Police”, no primeiro dia, gerou o mais bonito coro que já ouvi ao vivo. Mas o que menos importa em um show do Radiohead são as músicas em si. Evidentemente que a emoção de ouvir uma canção inesperada como “Just”, do The Bends, é incontrolável, mas, sinceramente, essa emoção é pequena se comparada a cada pausa, cada interpretação, cada luz que é sincronizada perfeitamente com os movimentos do grupo. Mas como segurar as lágrimas na inesperada aparição de “Lucky” no repertório?

Sorrisos é o que mais se vê nas caras vizinhas. É como se uma expressão dissesse: “Esses caras são foda e eu to vendo ao vivo” e a outra respondesse “Não é um dos dias mais bonito de nossas vidas?!”. É.

Setlist (17/06)

15 step Bodysnatchers All I need Lucky Nude Pyramid Song Weird Fishes/Arpeggi The Gloaming Myxomatosis Faust Arp Videotape Optimistic My Iron Lung Reckoner Everything in its Right Place Exit Music Jigsaw Falling Into Place Karma Police There There Bangers + Mash Climbing Up The Walls Street Spirit You and Whose Army? Idioteque

Setlist (18/06)

Reckoner 15 Step The National Anthem All I Need Nude Airbag The Gloaming Dollars And Cents Weird Fishes/Arpeggi Faust Arp How To Disappear Completely Jigsaw Falling Into Place A Wolf At The Door Videotape Everything In Its Right Place Idioteque Bodysnatchers House Of Cards There There Bangers And Mash Just The Tourist Go Slowly 2+2=5 Paranoid Android

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Curinthia!

Escrevo esse post antes do jogo Corinthians x Sport, primeira partida da decisão da Copa do Brasil 2008. Não tenho a menor idéia do que vai acontecer hoje. Só sei de duas coisas:

1- Eu vou estar no Morumbi
2- Vai ser emocionante, muito emocionante

Porque com o Curinthia é assim, sempre. É o que meu pai sempre disse, é o que eu sempre leio. Admito que nasci em uma época meio mimada para os corinthianos (mas que, curiosamente também é uma época mimada para palmeirenses e são-paulinos). Desde o ano em que passei a acompanhar futebol (ou seja, 1985, ano em que nasci) o Coringão conquistou seu primeiro título brasileiro e, depois, o segundo, o terceiro e o quarto. Foram duas Copas do Brasil e outros campeonatos menos importantes, mas não menos sofridas. O que dizer daquela semifinal, Corinthians x Santos, pelo Campeonato Paulista de 2001, quando os times empatavam em 1 a 1 (o que dava a vaga à final para o Santos) e, aos 48 minutos do segundo tempo, Gil arranca pela esquerda, deixa o zagueiro santista no chão, rola a bola para trás, Marcelinho Carioca faz uma finta de corpo e deixa a bola magistralmente para Ricardinho mandar com toda a categoria de seu pé esquerdo no ângulo?! Sem palavras.

É difícil explicar para alguém que não é corinthiano o que significa ir em um jogo (que não valia simplesmente nada) às 19h00 da noite de um domingo chuvoso - muito chuvoso - para assistir a um time em sua pior fase empatar em 0 x 0 com o Atlético-MG. É, eu fiz isso. Aliás, eu e mais 20 mil corintianos. Isso, por volta de 2000.

Na verdade, quando eu penso no meu grau de "corintianismo", chego à conclusão de que sou um moderado. Não, não, um pouco mais que isso. Uma das coisas que mais gosto de fazer ao sair dos jogos é ver aqueles torcedores que dão a vida pelo time. Saem do estádio sem suas camisas concorrendo pelo prêmio (moral) de quem tem mais tatuagens que se referem ao clube. Viajam e acompanham o time por onde quer que ele vá e sabem tudo o que se passa nos bastidores (até demais em alguns casos). Eu, por outro lado, gosto de ler notícias, sei um pouco da história, mas não me perguntem quem foi o maior artilheiro da história do clube (tá bom, essa eu sei, foi o Cláudio), quem foi o jogador que fez mais partidas com a camiseta gloriosa do clube (tá bom, essa eu também sei, foi o Wladimir) ou quando foi o primeiro título (tá tá tá...essa eu também sei, foi em 1914). Mas....bom, acho que tem gente que sabe muuuuito mais do que eu.

O Timão é diferente porque você não torce para o time, você É o time. Você joga junto, torce, faz as contratações. Você comemora na alegria, mas como os jogadores que incorporam o espírito do clube, sabe que vai dar volta por cima na hora da derrota, e que a torcida está lá para isso. Sem deixar de apoiar nunca. Aquele grito "Corinthians Minha Vida / Corinthians Minha História /Corinthians Meu Amor" cabe perfeitamente na minha explicação.

Eu lembro exatamente onde e com quem eu estava na final Corinthians x São Paulo do Brasileiro de 90. Tinha 5 anos e creio não me lembrar de mais nada dessa idade. Lembro que quando visitei o Maracanã pela primeira vez Foi em uma viagem com minha mãe e meus irmãos quando fomos assistir Vasco x Corinthians, na torcida do Vasco, e ela não se aguentou e comemorou o golaço de falta de Marcelinho. Mas, por que estávamos no Rio mesmo? Lembro de ir com meu pai no Morumbi abarrotado assistir Corinthians x Boca pela semifinal da Copa Libertadores de 1991 - mas me lembro mais de ficar olhando para a torcida do que da incrível cagada de Guinei. Aliás, lembro mais de nomes de jogadores do timão, desde a dupla Romerito e Lidomar, passando por Gilmar Fubá, Didi, Mirandinha, Índio, Wilson Mano (e um golaço que ele fez, de falta, do bico da área, contra a Portuguesa) e muitos outros, do que os nomes dos meus ex-colegas de escola e faculdade. Lembro da escalação do time campeão do 1º Mundial de Clubes da Fifa (Dida, Índio, Adílson, Fábio Luciano, Kléber, Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho, Edílson e Luizão), cuja final assisti com um grande amigo meu, o .....hum....errrr.....bom, com um grande amigo meu.
Dos jogos, lembro de, quando criança, esperar ansiosamente pelo intervalo porque esta era a hora do sorvete e de ficar tremendo de medo quando a torcida do Santos fechou nossa saída do Morumbi e tivemos que ficar dentro do estádio por mais duas horas. Lembro ainda que o estádio era o lugar em que eu e meu irmão podíamos xingar à vontade, e nós nos esbaldávamos.

E Curinthia é isso. Minha vida. Com muito mais sofrimento do que eu precisava, verdade seja dita, mas sempre com muito amor.

Vaiiiiiiiiiii Cuuuuuuurinthia.

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Meirelles x Saramago

Após apresentar o seu "Blindness" ao autor de "Ensaio Sobre a Cegueira", aconteceu isso entre Fernando Meirelles e Saramago...



Lindo!!